“O Grátis Nem Sempre é Grátis”, alerta Jeffrey Voas, membro do IEEE
Especialistas do IEEE – maior associação técnica profissional do mundo – dizem que os proprietários de smartphones estão pagando um preço cada vez mais alto pelos aplicativos gratuitos para celular, e que 2012 será o ano crucial para a disseminação de hacking em celulares.
Uma pesquisa realizada nos EUA pelo Dr. Jeffrey Voas, membro da IEEE, descobriu malwares em mais de 2.000 aplicativos gratuitos de smartphones. Voas diz que aplicativos grátis maliciosos serão o ponto de acesso mais comum para os hackers no ano.
“O problema com os aplicativos grátis é que você paga por eles”, diz Voas, que também é um cientista de computação no National Institute of Standards and Technology (NIST). “Aproximadamente 1 em cada 100 aplicativos grátis para celulares contém malware – sem contar os que têm malwares tão escondidos que são impossíveis de detectar. Este número cresce a cada dia, e como a maioria destes aplicativos maliciosos oferece boas funcionalidades de graça, é fácil tornar-se uma vítima.”
Voas acrescenta que “os usuários de smartphones precisam lembrar que o grátis nem sempre é grátis. Estes aplicativos podem dar acesso aos hackers a toda a informação armazenada no seu telefone, e todos estes dados podem ser transmitidos em dois ou três segundos”.
Dr. Madjid Merabti, Membro Sênior do IEEE e Professor de Sistemas de Redes na Universidade John Moores, no Reino Unido, diz que, embora as pessoas estejam sendo treinadas para reconhecer ameaças de cibersegurança associadas aos seus PCs e laptops, elas não veem seus smartphones como computadores sujeitos às mesmas ameaças. E, de certa forma, estas ameaças são ainda piores.
“Ao contrário dos PCs, em que os navegadores dão muitos alertas sobre sites suspeitos com luzes de avisos e mensagens, as telas dos smartphones são pequenas demais para exibir esta proteção”, diz Merabti. “Estes dispositivos contêm informações de identificação, possíveis senhas salvas e detalhes de autenticação, e têm uma probabilidade maior de serem extraviados ou roubados do que um equipamento portátil maior.”
Kevin Curran, um Membro Sênior do IEEE e Chefe da Escola de Computação e de Sistemas de Inteligência na Universidade de Ulster, no Reino Unido, diz que as empresas serão as principais vítimas em 2012. “Com mais pessoas usando o mesmo telefone para fins de trabalho e pessoais, a explosão do hacking em smartphones apresenta um problema real para os negócios e para os consumidores”, ele diz. “Uma empresa pode ter todos os firewalls adequados, mas é necessário apenas um funcionário para baixar malware nos seus telefones. Na verdade, com mais funcionários seniores usando telefones para trabalhar, é provável que os executivos de cargo mais elevado exponham o negócio a vulnerabilidades.”
De acordo com Curram, uma abordagem de “aplicativo confiável” é necessária para combater os hackers, algo que ele espera que se torne realidade até 2013. Ele prevê o aumento do número de pessoas hackeadas via celulares em 2012, o que motivará o setor e o governo a definir e implementar tal sistema.





