Estudo da Marco Consultora mostra que smartphones representam 55% das vendas de celulares no Brasil. Entretanto, preço do gadget no país é o mais alto entre os países pesquisados
A presença dos smartphones no mercado de telefonia móvel tem se intensificado desde 2009. Antes restrito ao mercado corporativo, o telefone inteligente conquista cada vez mais o público em geral. Para medir o nível de oferta dos smartphones na América Latina, a Marco Consultora, realizou durante o mês de junho uma pesquisa com os principais revendedores de telefones celulares na Argentina, Brasil, Chile e México.
Do total de 815 celulares oferecidos, 60% correspondem aos multimídia, que trazem câmera fotográfica e reproduzem música e vídeo. Os smartphones representam 35% dos celulares à venda. Já os aparelhos tradicionais, que além de SMS e chamadas de voz, podem trazer câmera ou mp3 player, correspondem a apenas 5%.

Os resultados da pesquisa mostram ainda que no Brasil, do total de aparelhos disponíveis nas revendas, 55% são smartphones e 45% celulares multimídia. Porém, adquirir um smartphone no país é mais caro do que nos outros países pesquisados: o aparelho custa, em média, R$ 1.499,00 (US$ 852). Em comparação, no Chile, esse preço cai para 436 dólares.
Seguindo essa lógica e considerando salário médio de R$ 1.499,00 (fonte IBGE) ou US$ 790,00, o brasileiro precisa de 1,08 salários médios para comprar um smartphone. Neste quesito, só a Argentina apresenta um índice mais alto: 1,11. O Chile é o país onde o gadget é mais acessível: é necessário 0,59 salário médio para comprar um.

O principal diferencial do smartphone é que ele possui características similares às de um computador pessoal, sistema operacional integrado e navegação na internet. Para os usuários, o gadget traz muitos benefícios, como estar o tempo todo conectado. O preço já não é tão alto como há alguns anos (quando era de uso exclusivo para trabalho), mas ainda é a opção mais cara entre os aparelhos celulares.
O crescimento das vendas de smartphones entre o último trimestre de 2009 e o primeiro semestre deste ano foi bastante expressivo em todo o mundo. Ainda assim, mesmo nas principais economias, o mercado não está dominado pelos telefones inteligentes. A expectativa para 2011 é que a curva de vendas de smartphones seja maior que dos outros celulares. Em breve, o gadget será o preferido no Brasil, Argentina, Chile e México para comunicação por voz e acesso à internet.
“O estudo mostra o quanto o brasileiro é ligado no celular. Entre os países pesquisados, o Brasil é o que mais vende aparelhos TOPs. Celulares tradicionais são pouco ofertados pelos varejistas”, comenta Henrique de Campos Junior, gerente de Market & Business Intelligence, da Marco Consultora.
A pesquisa foi baseada nos modelos de celulares e smartphones oferecidos nos sites de e-commerce dos principais varejistas do país.





